Ontem, passei pelo Telecine e comecei a assistir um documentário do Michael Moore: Sicko - S.O.S. Saúde. O objetivo do documentário era mostrar como funciona o sistema público de saúde nos EUA. Achei interessante e queria dividir alguns pontos, no mínimo, curiosos. Não sei se existe spoiler de documentário, mas se não quiser saber o que se passa, por favor, não leia.
- O sistema público de saúde dos EUA é uma bosta, assim como o brasileiro. É comum que hospitais peguem um paciente desorientado, coloquem dentro de um táxi e mandem o motorista jogar (literalmente) na porta de um abrigo. Isso porque a pessoa não tem meios para pagar o tratamento de que precisa. Bom, pelo menos nunca ouvi dizer que fizeram isso aqui.
- Na França, todo o tratamento de saúde que uma pessoa vier a precisar na vida é gratuito. Não importa o que, quando e onde. É gratuito. O trabalhador também tem direito a licença ilimitada por motivo de doença, além de licença de uma semana para lua-de-mel e de um dia para mudança de casa. Tudo remunerado. Creches são de graça. Além de todo e qualquer estudo durante a vida... Colégio, faculdade... Ahhhh! Se você é uma nova mamãe, o governo te manda uma babá 2 vezes por semana, por 4 horas, para te ajudar. Ela pode cuidar do bebê para você ir ao mercado, ao shopping ou para sair com seu marido. Ela pode lavar a louça, a roupa ou fazer o jantar. Gente, eu juro! Bem, quando a esmola é demais o santo desconfia, certo? Michael Moore foi verificar qual era o impacto de todas essas maravilhas nos impostos. E descobriu que não é nada mais do que acontece em outros lugares. Tipo assim, normal. Acho que é só o que acontece quando o dinheiro arrecadado não é desviado.
- Voltando aos EUA, Moore encontrou algumas pessoas que trabalharam no resgate de 11 de setembro voluntariamente. Ou seja, não estavam na folha de pagamento do governo e, por isso, não receberam nada pelas doenças respiratórias e psicológicas que contraíram. O cineasta também descobriu que em Guantánamo (aquela que Obama quer desativar) os presos recebem tratamento de saúde de primeira linha. Assim, Michael Moore resolveu levar todos os voluntários para Guantánamo, onde não conseguiu entrar por razões óbvias. Perdido em Cuba com um monte de gente doente, descobriu que o sistema de saúde cubano é um dos melhores do mundo e também totalmente gratuito. Assim, os médicos da ilha examinaram e a diagnosticaram os voluntários e deram a eles um tratamento para seguir em casa. Ah! Uma moça que usava uma bombinha para asma comprada por 120 dólares nos EUA encontrou o mesmo medicamento em Cuba por CINCO CENTAVOS de dólares americanos.
Super recomendo esse documentário cheio de paradoxos.
Hasta la vista, baby.
27 de janeiro de 2009
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