27 de fevereiro de 2008

Vergonha na cara mandou lembranças


É impressionante como disfarçar não se faz mais necessário. E a imparcialidade da Veja (se é que algum dia existiu alguma) foi pro ralo de uma vez por todas. A capa da revista desta semana impõe uma opinião - algo que um veículo de imprensa não deveria fazer nunca - e ignora a parcela de leitores que não considera que Fidel “já vai tarde”.

E que fique claro que nesta discussão não importa o que achamos de Fidel Castro. O que está em jogo é a credibilidade da revista mais lida do País. Aliás, é mais que isso. É a credibilidade da imprensa como um todo.

Veja, célebre por suas capas engraçadinhas e cheias de piadas com duplo sentido (alguém se lembra do outdoor da época da eleição do Lula? Dizia: Gostou da capa? Foi você que escolheu), enfiou o pé na jaca desta vez. A indispensável (segundo ela mesma) torna-se cada vez mais dispensável para mim. Deus abençoe a nova geração de jornalistas e, principalmente, executivos de mídia.

24 de fevereiro de 2008

Thais

Thais: Grego, aquela que deve ser contemplada. Jamais deixa transparecer suas fraquezas. Prefere encarar os problemas sozinha a ter de partilhar sua dor. Costuma ter boas idéias, a maioria audaciosa. Suas reservas de emergência não a deixam na mão.

Adoro esta definição do meu nome, que é uma linda definição para mim mesma. Mas preciso perguntar: onde raios estão as minhas reservas de emergência???

19 de fevereiro de 2008

Pára o mundo que eu quero descer!

Hoje, um fato trágico deu início a uma constatação: os jovens, nascidos nas décadas de 70 e 80, se ferraram. No sentido figurado, é claro.

Há pouco tempo, li em algum lugar (se eu lembrasse onde, juro que daria o crédito) que as pessoas posicionam tanto os jovens como “o futuro do País”, que simplesmente esquecem que eles - enfim, nós - também tem o hoje para viver. Esquecem também que o nosso hoje não tá fácil!

Desde pequena ouço meu pai dizer que a vida da nossa geração seria mais difícil que a dele. Não que para eles tenha sido fácil. Mas tente seguir o meu raciocínio: hoje uma criança nasce e com menos de 5 anos já tem em sua frente um computador, o qual ela deve dominar completamente. Aí ela é trancafiada em um curso de inglês, uma das 2 línguas que ela basicamente deve falar para ser considerada alguém. Então, estuda durante 16 anos e no último ano se transforma em um ser esquizofrênico, tentando entrar em uma universidade pública (mesmo que tenha condições de pagar uma particular tão boa quanto).

Soma-se a isto tudo a dificuldade de escolher uma profissão, uma vez que 80% dos mercados estão saturados. E então, é preciso apelar para todos os santos, a fim de encontrar um dos raros bons empregos que estão disponíveis. Nem vou comentar a dificuldade de manter o trabalho e todas as pós, os mestrados, doutorados e MBAs que devemos fazer para ser um profissional diferenciado. Em paralelo a isto tudo, está a obrigação que temos de nos manter informados, lidar com o fluxo de informação absurdamente gigante que chega através de tantos canais que nem consigo enumerar, filtrando e definindo o que é relevante.

Deu pra perceber que, neste exato momento, ser o futuro do País não dá pra ser prioridade? Então, pára de jogar o seu problema nas nossas costas e cuida do seu presente que a gente cuida do nosso!

PS: eu juro que os próximos posts serão mais otimistas! =o)

14 de fevereiro de 2008

É isso. Sem mais.

"O pai mais forte do Mundo [Da Sports Illustrated, Por Rick Reilly] Oitenta e cinco vezes ele empurrou seu filho especial, Rick, por 26,2 milhas nas maratonas. Oito vezes ele não só o empurrou nas 26,2 milhas numa cadeira de rodas, mas também o puxou por 2,4 milhas num bote enquanto nadava e andaram de bicicleta por 112 milhas, ele em um assento no guidon -- tudo no mesmo dia."

A verdadeira eficiência


Como vocês puderam perceber na descrição deste blog, eu sou uma estagiária/estudante de Relações Públicas. Ou uma estudante/estagiária, como melhor lhe convier. A ordem que melhor me convém... não vem ao caso, rs.

O caso é que férias são formas cruéis de tortura. Realmente desumanas. Você passa 2 meses se considerando uma pessoa normal. Acorda de manhã, disposto, pois foi dormir num horário decente ou teve uma noite agradável e o sono foi dispensável. Aí você vai para o trabalho, feliz, passa o dia e quem diria: vai para a sua casa! E aí você se sente tão igual a todas as outras pessoas no ponto do ônibus! E talvez você vá até para a academia! Isso sim seria a glória!

Nas últimas semanas de férias você já está se achando a última bolacha do pacote de Trakinas: consegue trabalhar, fazer academia, arrumar os armários, rever os amigos e ainda te sobra tempo para ir num happy hour com o pessoal do trabalho! Quanta eficiência, não?!

Mas a realidade vem te puxando pelo pé... e você vai para o décimo sétimo primeiro dia de aula da sua vida e fica um caco, como eu estou hoje. E acha que não dá conta de levar mais um ano de turno dobrado. Mas você para e pensa. E lembra que eficiência mesmo é:

* acordar cedo e sair para o trabalho - atrasado - sem tomar café

* trabalhar o dia inteiro e sair para a faculdade - atrasado - em um ônibus lotado que anda por vias engarrafadas

* aceitar que sentir sono é coisa de perdedores, afinal, dormir é luxo

* conviver com 15 "chefes" achando que são únicos na sua vida... afinal, evidentemente Filosofia é mais importante que Sociologia

* aceitar que finais de semana, feriados e tempos livres de todos os gêneros (inclua aqui os pseudo horários de almoço) foram feitos para você trabalhar... sejá lá quem for o "chefe" que pediu o trabalho

* fazer tudo isso rindo e ainda manter todos os seus amigos gostando de você

* se virar com a pouca grana que tem e ainda se divertir 5 vezes mais que as pessoas que ganham 5 vezes mais que você!

Este post é em homenagem à classe universitária e estagiária, cuja massa faz parte da célebre comunidade do Orkut "A gente se fo** mas se diverte!" =o)

11 de fevereiro de 2008

Hipocrisia

Vejam como é a hipocrisia do ser humano. Enquanto a cidade fica mais "limpa", o segmento de mídia exterior sofreu prejuízos da ordem de R$ 220 milhões, somente na capital de São Paulo, e ameaçou a extinção de mais de 2 mil postos de trabalho, segundo a Abigraf. Mesmo assim, o prefeito Gilberto Kassab espalha suas "poeirinhas" em pleno ano eleitoral.

Faixa que o vereador Antônio Goulart (PMDB) colocou durante inauguração que contou com a participação do prefeito Gilberto Kassab, na rua Nicolas Lacuna, zona sul de SP, desrespeita a Lei Cidade Limpa. (clique na imagem para ampliar)

10 de fevereiro de 2008

Hermanoteu na Terra de Godah

Para rir um pouco: o grupo teatral Melhores do Mundo está em cartaz com o Festival de Comédia no Citibank Hall, em São Paulo. A primeira das cinco peças do festival é a engraçadíssima Hermanoteu na Terra de Godah. Conheci o grupo por meio de um vídeo do YouTube – que achei hilário – e quando descobri que estariam aqui perto resolvi assistir. Foi super legal e eu recomendo para quem quiser descontrair. Aliás, “a título de informação”, fazem parte do Melhores do Mundo a Adriane Nunes e o Welder Rodrigues, a Jajá e o Jujú do Zorra Total. E sim, a voz dela é exatamente como na TV!


5 de fevereiro de 2008

Carnaval, a festa do povo

Hoje, lendo algumas notícias sobre as escolas de samba em portais como o UOL, me deparei com muitos comentários criticando a importância exacerbada que o brasileiro dá à chamada “festa profana”. São afirmações do tipo: “pensem que temos que trabalhar 4 meses do ano para pagar impostos”, ou “o País só começa a funcionar após o Carnaval”, ou ainda “enquanto isso os governantes escondem o roubo com os cartões corporativos”.

Este ano o meu Carnaval foi bem diferente. Fiz coisas que nunca havia feito, como desfilar em uma escola de samba, por exemplo. Pude ver de perto e sentir a emoção dos bastidores da festa, que não é nem de perto o que você sente pela televisão. Colocando tudo em uma balança, não acredito que o Carnaval possa ser responsabilizado pelo péssimo andamento do País. Nem acho que os brasileiros que se permitem parar durante 4 dias para celebrar a alegria e a felicidade tenham de ser culpados pelos problemas que enfrentamos com nossos impostos. Qual a grande diferença entre parar durante 4 dias para celebrar a Páscoa? É um feriado como outro qualquer, que aproveitamos para viajar, descansar, comer, beber e nos divertir. Religioso ou não, o feriado é o mesmo.

O caso é que o Carnaval faz parte da cultura do Brasil e é um dos poucos momentos durante o ano em que o povo se alegra de verdade. É algo bonito, que confere ao Brasil uma boa imagem no exterior e atrai turistas. Evidente que gostaríamos de ser reconhecidos por uma economia forte, uma política decente e outras coisas mais “sérias”. Mesmo assim, na minha humilde opinião, ser reconhecido pelo Carnaval é melhor que nada.

Os profissionais do Carnaval trabalham muito, mas muito mesmo, durante o ano inteiro, para colocar na rua (seja os sambódromos, ou o circuito dos trios elétricos, blocos de rua e outros) um espetáculo fascinante. E merecem meu respeito, pois muitas vezes fazem isso em paralelo com suas vidas pessoais e profissionais. Tudo isso para garantir os melhores 4 dias do ano e um período de diversão em que podemos esquecer a tristeza e os problemas que temos, e continuaremos tendo, com nossos impostos altos e nossos governantes bolhas.

É realmente lindo assistir de perto a união, principalmente das comunidades das escolas de samba, a preocupação com os detalhes, o suor e as lágrimas de todos. O Carnaval é sim o espetáculo mais bonito da Terra e é realmente uma pena que algumas pessoas não consigam entendê-lo como uma das poucas coisas que nos permitem bater no peito e dizer “eu tenho orgulho de ser brasileiro!”.