3 de fevereiro de 2012

Auto-terapia

Quando penso que agora deveria estar dormindo, mas prefiro escrever, me dou conta da importância de conversar comigo mesmo. E quando lembro que comprei um iPod, mas quase nunca o uso, porque em meus poucos momentos livres gosto de mergulhar fundo nos meus pensamentos, então me dou conta de que eu sou minha melhor psicóloga.

Toda vez que paro, e fico em silêncio, e pouso meu olhar em algum lugar bem longe... estou pensando, procurando conclusões, soluções, ou revendo conceitos. Às vezes parece que, de alguma maneira, meu cérebro se divide em dois para debater. E mais impressionante é que, dentro dos meus próprios voos, discordo de mim, sugiro uma nova ótica sobre as coisas e, vez ou outra, aceito uma mudança de ideia.

Fico imaginando se todos têm esses momentos de devaneios lógicos, de questionamentos conclusivos. Pensar, repensar, escrever e ler várias vezes são, para mim, as melhores maneiras de passar pensamentos a limpo.

Se algum dia você me vir por aí, no ônibus, na rua, e eu não responder ao seu cumprimento, e parecer longe... não se preocupe. Não é falta de educação. Estou fazendo auto-terapia.