12 de maio de 2014

Ame devagar

A sociedade dos amores líquidos pode ser cruel. E não é incomum ouvirmos os lamentos tristes de quem se sente sozinho em um mundo tão conectado. Se antes o medo de estar sozinho era grande, ainda maior é agora o medo de ficar sozinho. São tantos os que pensam que não há nada ou ninguém para eles nesse mundo...

Já me peguei pensando na fragilidade das relações e na complexidade de sentimentos que se tornam ainda mais complexos diante de nossa falta de simplicidade. E simples, meu amigo, é amar devagar, com generosidade e bondade.
O amor é paciente, o amor é bondoso.
Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
Não maltrata, não procura seus interesses,
não se ira facilmente, não guarda rancor.
O amor não se alegra com a injustiça,
mas se alegra com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
(1 Coríntios 13)
Quando você achar que não há nada ou ninguém para você nesse mundo, pare tudo. Pare tudo o que está fazendo e fique assim bem quieto, ouvindo o que o universo tem a te dizer. O universo conversa com a gente, meu amigo. Pode ser que ele sussure, escute! E o amor, aquele verdadeiro, capaz de arrebatar um coração, pode estar escondido atrás de uma conversa simples, de um conhecido antigo e até mesmo – por que não? – atrás de uma mensagem de Whatsapp.

Eu espero que você encontre o amor, meu amigo. E que quando encontrar ame devagar e sem complexidades. Com um pouco de fé tudo o que é líquido pode se tornar sólido.