7 de abril de 2009

Abram alas para a inteligência

Hoje, o Brasil saudou a inteligência, a perspicácia, a estratégia. Premiou um homem coerente, que nunca se contradiz, que não é modesto e nem prepotente. Que é, simplesmente, quem é. Sem meias palavras, mas com palavras elegantes. Seja lá qual for sua opinião sobre reality shows, temos que admitir: a final do Big Brother sinaliza que a mente do brasileiro pode estar começando a enxergar além do óbvio. E que não basta ser pobre coitado para ser merecedor. Gostei! =o)

1 de abril de 2009

Camarada Murphy

Camarada Murphy foi o criador da lei que rege nossas vidas.
A lei da gravidade?
A lei seca?
NÃO!
A lei de Murphy!!!

Segundo a Wikipédia, a Lei de Murphy é um ditado popular da cultura ocidental que afirma que "se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará". É oriunda do resultado de um teste de tolerância à força G por seres humanos, feito pelo engenheiro aeroespacial norte-americano Edward A. Murphy. Ele deveria apresentar os resultados do teste; contudo, os sensores que deveriam registrá-lo falharam exatamente na hora. Frustrado, Murphy disse "se este cara tem algum modo de cometer um erro, ele o fará" (em referência ao assistente que havia instalado os sensores). Daí, foi desenvolvida a assertiva: "Se existe mais de uma maneira de se executar uma tarefa, e alguma dessas maneiras resultar num desastre, certamente será a maneira escolhida por alguém para executá-la."

Pois bem, se essa lei rege nossas vidas, é ela a responsável por todas as coisas acontecerem ao mesmo tempo? Pelos prazos serem os mesmos em todos os projetos? Por todos pedirem tudo para ontem? Se a culpa é realmente de Murphy, vou mandar meu TCC e todos os relatórios para ele finalizar. E vou pra praia!

13 de março de 2009

Alguma coisa está acontecendo

A publicidade brasileira, em sua Era de ouro, trazia uma campanha genial por semana. Em tempos de crise – de criatividade – poucas idéias chamam a atenção e cativam de verdade. Esse é o caso da nova campanha da TIM. A empresa utilizou fatos atuais de forma emocionante para divulgar seu serviço de banda larga e a sacada está rendendo muitos elogios online e offline.


O teaser da campanha é um dos responsáveis por seu sucesso: a TIM colocou diversos helicópteros no RJ e SP com canhões de luz (no estilo BatSinal) que refletiam nos prédios frases como “É tempo de mente sem fronteiras”, “Alguma coisa está acontecendo” e “As fronteiras estão se abrindo”. Uma ação de guerrilha limpa, bonita e que certamente gerou a curiosidade de quem viu.

Essa é uma daquelas idéias que a gente gostaria de ter tido, sabe? Good job!


26 de fevereiro de 2009

Vamos conversar sobre a crise?

Texto de Mentor Muniz Neto

Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado?
É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou emBogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que sesucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver oproblema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, emnenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ong, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia.

27 de janeiro de 2009

S.O.S Saúde

Ontem, passei pelo Telecine e comecei a assistir um documentário do Michael Moore: Sicko - S.O.S. Saúde. O objetivo do documentário era mostrar como funciona o sistema público de saúde nos EUA. Achei interessante e queria dividir alguns pontos, no mínimo, curiosos. Não sei se existe spoiler de documentário, mas se não quiser saber o que se passa, por favor, não leia.

- O sistema público de saúde dos EUA é uma bosta, assim como o brasileiro. É comum que hospitais peguem um paciente desorientado, coloquem dentro de um táxi e mandem o motorista jogar (literalmente) na porta de um abrigo. Isso porque a pessoa não tem meios para pagar o tratamento de que precisa. Bom, pelo menos nunca ouvi dizer que fizeram isso aqui.

- Na França, todo o tratamento de saúde que uma pessoa vier a precisar na vida é gratuito. Não importa o que, quando e onde. É gratuito. O trabalhador também tem direito a licença ilimitada por motivo de doença, além de licença de uma semana para lua-de-mel e de um dia para mudança de casa. Tudo remunerado. Creches são de graça. Além de todo e qualquer estudo durante a vida... Colégio, faculdade... Ahhhh! Se você é uma nova mamãe, o governo te manda uma babá 2 vezes por semana, por 4 horas, para te ajudar. Ela pode cuidar do bebê para você ir ao mercado, ao shopping ou para sair com seu marido. Ela pode lavar a louça, a roupa ou fazer o jantar. Gente, eu juro! Bem, quando a esmola é demais o santo desconfia, certo? Michael Moore foi verificar qual era o impacto de todas essas maravilhas nos impostos. E descobriu que não é nada mais do que acontece em outros lugares. Tipo assim, normal. Acho que é só o que acontece quando o dinheiro arrecadado não é desviado.

- Voltando aos EUA, Moore encontrou algumas pessoas que trabalharam no resgate de 11 de setembro voluntariamente. Ou seja, não estavam na folha de pagamento do governo e, por isso, não receberam nada pelas doenças respiratórias e psicológicas que contraíram. O cineasta também descobriu que em Guantánamo (aquela que Obama quer desativar) os presos recebem tratamento de saúde de primeira linha. Assim, Michael Moore resolveu levar todos os voluntários para Guantánamo, onde não conseguiu entrar por razões óbvias. Perdido em Cuba com um monte de gente doente, descobriu que o sistema de saúde cubano é um dos melhores do mundo e também totalmente gratuito. Assim, os médicos da ilha examinaram e a diagnosticaram os voluntários e deram a eles um tratamento para seguir em casa. Ah! Uma moça que usava uma bombinha para asma comprada por 120 dólares nos EUA encontrou o mesmo medicamento em Cuba por CINCO CENTAVOS de dólares americanos.

Super recomendo esse documentário cheio de paradoxos.
Hasta la vista, baby.

19 de janeiro de 2009

O lado bom do bicho-papão

Acabei de ler um artigo no UOL, reproduzido do The New York Times, que comenta a grande mudança moral, cultural e a inversão de valores que a crise está trazendo à França. Os problemas financeiros que afetaram o setor de luxo no país estão levando os franceses a reencontrar as pequenas alegrias de uma vida mais simples e menos ostensiva. A população de lá, mesmo que não seja inteiramente rica, está acostumada a lidar com o luxo em seu dia-a-dia. É uma questão cultural. Eu, como sempre, sou a favor do equilíbrio. Bendito seja quem inventou o meio termo. Acho que quem trabalha muito para ganhar seu dinheiro deve, sim, ter direito a alguns privilégios e conforto. Afinal de contas, por mais problemas que o mundo enfrente, não posso me envergonhar de ter tido a sorte de estudar, me formar, conseguir um bom emprego... No entanto, sabemos que o planeta está excessivamente desigual e ficar por aí exibindo jóias, carros e roupas de milhões de reais, dólares ou euros não está com nada. É, no mínimo, ridículo. O equilíbrio está em dar mais valor às pequenas coisas e, principalmente, às pessoas. Ficar de moletom, em casa, com a família pode e deve ser mais bacana do que gastar dinheiro no shopping. Além disso, ajudar também é a palavra de ordem. Mais do que fazer doações - de dinheiro, roupas, brinquedos ou o que for - arregaçar as mangas e fazer algo que realmente signifique uma mudança, mesmo que mínima. É legal olhar para os dois lados da crise e ver que, no fim, sempre existe uma herança positiva. Recomendo o artigo: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2009/01/19/ult574u9087.jhtm