30 de dezembro de 2008

Let's shake it up!

OK. Faz quase três meses que não escrevo aqui. Eu deveria me envergonhar. E me envergonho! Mas depois de amanhã chega 2009 e eu achei que os poucos leitores que esbarram nesse blog me perdoariam. E assim, resolvi escrever em forma de comemoração. No fundo, acho que quando a vida está um pouco vazia – em um sentido não tão dramático quanto parece – não se deve escrever por escrever. Desde pequena, escrever sempre foi minha válvula de escape. Sempre que havia sentimentos transbordando de mim, eles iam para o papel. E eu diria que, nos últimos três meses, meus sentimentos encontraram espaço suficiente para viver dentro de mim. O que prova duas coisas: que eu engordei muito e que está na hora de chacoalhar as coisas.

Este fim de ano tem sido muito diferente dos que passei em muito tempo. Calmo, tranqüilo, com tempo de sobra para fazer o que eu quiser. Tempo para ler, ir à academia, assistir filmes. Tempo para pensar no que passou e no ano que virá. E tanto tempo para pensar me fez chegar a seguinte conclusão: EU ODEIO TER TEMPO PARA PENSAR! Pode ser que eu me arrependa daqui a algum tempo de ter eternizado essas palavras, pois esse tempo pode me fazer falta. Mas nesse momento, sinto saudades do turbilhão de sentimentos, das mil palavras por minuto, de falar ao telefone, ver TV, ouvir rádio e usar o computador ao mesmo tempo. Sinto saudades de ter muitas pessoas ao meu redor, de fazer bagunça, de gritar, de sorrir o tempo todo, de ter mil planos e de sonhar alto. Muito alto. E esse é um post com os meus desejos para 2009. Eu desejo mais pessoas, mais sorrisos, mais barulho, mais bagunça, mais música, mais correria, mais sentimentos, mais posts, mais sonhos e que eles tragam mais realidade. E assim, desejo um 2009 com tudo isso para todo mundo, pois um pouco de agitação não faz mal a ninguém. Feliz Ano Novo!

PS: Deus, se o Senhor estiver, por acaso, lendo esse post, eu também desejo que meu TCC saia lindamente perfeito, que eu tenha muito sucesso no trabalho, muita saúde e felicidade para minha família... Ah, me vê um pouco de tudo o que todo mundo pediu. O troco pode ser em balas. Valeu! =o)

PS2: Preciso confessar que nos últimos três meses quase não usei salto alto. Passei os dias alternando rasteirinhas e sapatilhas. Ah, pelo amor! Aí já é demais! Coitadinhos dos meus saltos, devem estar se sentindo solitários... vou resgatá-los do armário e volto logo!

5 de outubro de 2008

Isso não devia ter banalizado

Por Ju Tahan, do blog Vamos de Lero

Conhece aquela frase tudo que é demais enjôa? Que mania é essa, se é lá que pode ser chamado de mania, uma imitação constante do que o outro faz, do que o outro tem, do que outro pensa...do que o outro é.

Você sai na rua e lá está, fast food de temaki um atrás do outro, só muda o nome. É convidada pra um casamento e os arranjos, o cardápio, a cor da toalha e até o local é o mesmo que daquela outra vez que casou uma amiga sua. Entra num salão de beleza e já vem uma pessoa te indicar o mesmo shampoo que ela está usando e é ótimo pra cabelos ressacados. Você acabou marcando uma hora pra cortar o cabelo doida pra fazer algo inovador e o dono da tesoura vem te mostrando cortes de revista.

Antigamente tomar champagne era artigo de luxo, agora qualquer bar mais ou menos, tem alguém numa mesa com garrafa mergulhada no balde.E aqueles cadernos de matérias, tá lá na faculdade. De trinta, vinte e oito com a mesma capa.E sala de espera de consultório médico, ou tem sempre alguém no celular falando e todo mundo sabendo do papo, ou estão lendo revista, sempre as mesmas, sem tirar nem pôr.

Câmera digital é um fiasco. Difícil encontrar quem não tenha uma igual a sua. É que nem cigarro, quem é que fuma Charm? Belmont, Marlboro prateado? pode reparar, é marlboro vermelho, light, carlton ou free.Você vai nessas lojas de móveis e tudo se baseia em Rack, sofá de couro, tapetes de sisal... cortina veneziana. Até pra tomar água, a gente tem que escolher entre minalba e são lorenzo.

Cores de esmalte....vermelho básico, chocolate, preto, rosa chacrete, renda, paris e tons de rosinha bebê ou bege. Fulana tá usando um vestinho na novela, pronto... qualquer lojinha popular tem. Que mimitismo é esse?Aí vem o Orkut e suas peripécias, fulano que namora fulana, tem que deixar scrap todo dia com recadinhos de amor, depoimento com a historinha do casal e aí não apaga os recados da amada... meu deus,tem coisa mais enjoativa do que isso?As pessoas estão perdendo a criatividade. O fato de ser, e não precisar mostrar ou provar nada pra ninguém está deixando de ser o que não precisa ser visto ou mostrado à ninguém.

Você têm mesmo que usar o que todo mundo bebe e comprar o que todo mundo veste? E outra, casar em maio só porque é mês das noivas? E mais, noivar antes de casar? casar porque engravidou? Casar por casar ou amar e casar? namorar pra não ficar solteiro ou ficar solteiro pra namorar? Mas vamos continuar...Você vai à praia e lá está você fazendo par de vaso com um monte de piriguete... Isso quando não está na noite vestida de paetê preto e dá de cara com mais duas. Pra que tomar leite com nescau? tem sucrilhos, kellnes, toddy, morango, banana...abacate.

Perfumes... lançou o útlimo da channel. Você sai pra jantar fora com um gatinho novo e lá vem ele dizer que o seu cheiro lembra a mãe dele. Deveria existir por exemplo uma loja de sapatos onde nenhum par fosse igual. Você escolhe no catálogo, manda fazer no seu número e ele é só seu. Como os tenis da Nike, por exemplo. É por isso que é foda, você paga caro numa calça diesel e a sua vizinha moambeira que vai direto pro Paraguay traz tudo igual. Sem falar nos gostos parecidos pra homem e mulher. Mesmos chavecos, mesmas frescuras de sempre. E luas-de - mel para os mesmos destinos.

Sem contar com os carros, se você não anota a placa vai achar que seu marido tá na casa da amante, descaradamente. Mc donald´s aquele monte de gente comendo big mac há anos a fio...Todas sentadinhas nas mesas, pedindo mais guardanapo e cat chup, por favor.Não podemos negar que as coisas boas e simples da vida, não podem simplesmente desaparecer...J á pensou, se houvesse uma recessão e a coca-cola simplesmente sumisse da face da terra!Mas vamos combinar, tem coisas que não merecem ser banalizadas. Devia entrar pra lista negra, a cafonice, a robalheira, a falta de educação...flanelinhas de rua.

Valores e virtudes também banalizados, aí não há quem aguente.Porque não o pôr-do-sol, dar uma voltinha de barco, passar cinco dias na Grécia, ser amiga da Marisa Monte, bater papo com o Arnaldo Jabor, ter primos em Barcelona, ser nora da mãe do Jude Law, o Jamie oliver de chef do seu casamento, o Dj mais fodido da Inglaterra vim fazer seu aniversário, seu marido ser músico, seu roteiro ser comprado, seu livro vender um milhão de cópias no mundo inteiro e você poder caminhar nas ruas tranquilamente passeando com o seu cachorro de uma raça em extinção, de havaianas no pé, sem maquilagem de mãos dadas com o seu amor.

Sabendo que à noite, rola um jantarzinho na sua casa só com os amigos que moravam longe e agora estão todos pertinho e quem não podia, agora pode pagar a ponte aérea pra desfrutar o momento...E detalhe: você não vai precisar lavar a louça depois do jantar, porque já inventaram um robô que faz tudo pra você.Surreal?Ah não ser que você já tenha uma nova versão sua, pra caso enjoar...Vai ficar aí até quando tirando xerox? Ainda bem que custa só vinte centavos a cópia.

25 de setembro de 2008

Abaixo o comodismo

É incrível o comodismo... e quando a gente se dá conta, lá estamos nós, acomodados. Porque se eu tô no sofá com cobertor, minha mãe me trouxe um misto quente com chá-mate e o filme é muito bom, o que importa se a almofada machuca as costas? Ah, daqui a pouco passa...

Daí não passa, a almofada causa um mau jeito, que causa dor constante, que causa médico e remédio... affe! Porque a gente deixa chegar nesse ponto? Porque é tão difícil dizer “PÁRA O MUNDO QUE EU QUERO DESCERRRRRRRRR”?

Acho que devíamos todos declarar guerra ao comodismo. Porque a gente tem que fazer as coisas porque gosta e não porque é mais fácil assim... fazer porque dá prazer e não porque já ta acostumado desse jeito... fazer porque aquele friozinho na barriga de um novo desafio é indescritível... fazer porque dá tesão e não porque dá dinheiro!

Viva o novo, viva o diferente, viva tudo o que ainda vem por aí!

6 de agosto de 2008

A volta dos mortos-vivos

Em julho, resolvi me dar férias. Férias de pensar, férias de me preocupar, férias de tentar achar respostas. Funcionou?! Não muito... o máximo que consegui foram férias da faculdade e de escrever no blog (o que não é nada legal, sorry!!!). Em todo o caso, minha cabeça está tão confusa quanto minha coluna está dolorida.

Já disse que odeio ir ao médico? Pois é. Em julho, fui 2 vezes à Dra. Endocrinologista, 2 vezes ao laboratório fazer exames (um deles chama curva glicêmica, dura 2 horas, fui espetada 5 vezes, tiraram 10 tubos de sangue... saco!). Também comecei a fazer uma tal masoterapia, que mais dói do que relaxa... descobri que - em palavras da massagista - estou fora do eixo, minha coluna tem um desvio acentuado, minhas linfas retêm muita água e tenho nódulos inflamados por todo o corpo! AAFFFEE!!! Junta tudo e joga fora!!!

Aí resolvi dar um tempo na academia que estava fazendo comportadamente no horário do almoço de 3 a 4 vezes por semana. Marquei com o Dr. Ortopedista e vou deixar que ele me diga se continuo ou não. Em todo o caso, resolvi começar a ir andando para a faculdade (coisa super possível e eu vou chegar antes do ônibus, acreditem). Acho que andar não faz mal a ninguém, né?!

Tenho outras coisas legais para falar, mas esse post "as minhas férias" já deu. E não se preocupem: eu vou sobreviver, rs! Eba! =o)

11 de junho de 2008

E assim caminha a humanidade...

Coisas como essa me deixam pensando durante muito tempo: acabo de chegar em casa da faculdade, são quase 11 da noite. Entrei no ônibus e sentei na frente. Um menino, vestido de social e com uma mochila nas costas (provavelmente estudante e estagiário) tinha somente 2 reais para pagar a passagem. Faltava 30 centavos e o cobrador não o deixou passar. Fiquei olhando ele ir falar com o motorista, que foi curto e grosso: meu trabalho é de motorista e não de cobrador. A passagem custa dois e trinta. O menino então pediu que ele parasse no próximo ponto para ele descer. Neste momento, estendi meu cartão e ofereci a ele. Ele ficou visivelmente envergonhado, agradeceu e disse que ia descer no próximo ponto. Eu insisti, ele me explicou que esqueceu de passar no banco (estava tão embaraçado que achou que precisava me explicar o motivo dele não ter trinta centavos no bolso). Insisti mais uma vez, pois sabia que descendo no meio do nada, às dez e meia da noite, mesmo que achasse um banco não poderia mais sacar. Falei que ele desceria à toa. Foi inútil. Ele desceu. Daí surgiram muitos pontos na minha cabeça:

1) O motorista, apesar de estar fazendo o trabalho dele, não precisava ser tão grosso. Digo sem nenhum problema, que todas as pessoas que são grossas sem motivo aparente deveriam explodir. E que fique claro que se o chuveiro da sua casa quebrou e você tomou banho gelado de manhã e por isso passou o dia de mau humor, isso não é problema meu. Eu te fiz uma pergunta, você não precisa ser simpático, mas no mínimo respeitoso, caso seja pedir demais um pouco de educação.

2) Caso o protagonista da história estivesse de camiseta suja e rasgada e chinelo de dedo velho, o cobrador com certeza o mandaria passar por baixo da catraca. Seja por dó, ou por medo de ser assaltado. Já o menino, de mochila e social, deve ter rapidamente sido tachado de “filhinho de papai” e o cobrador se sentiu na obrigação de puní-lo por isso ou se divertir às suas custas. Puro preconceito nos dois casos. Lastimável.

3) O motorista teria deixado de bom grado uma mulher bonita descer pela porta da frente. Muitas vezes eu já esqueci o cartão ou o dinheiro, e também por isso tentei ser solidária ao menino, e pedindo ao condutor desci pela porta dianteira sem nenhum problema.

4) Orgulho é uma bosta. O menino deve estar até agora pensando no que vai fazer, poderia ser assaltado lá no meio do nada onde desceu ou teve que pegar um táxi, pagar caro e pedir para a mãe pagar na porta de casa. Tudo isso para quê? Se eu ofereci o cartão foi porque não faria falta, caso contrário eu não teria oferecido. Ele ficou tão envergonhado que pela cabeça dele deve ter passado que as pessoas estavam achando que a situação era um golpe rotineiro. Não sei. Só sei que um gesto que para mim parecia tão simples, para ele soou muito embaraçoso. Meu irmão morou na Califórnia e me contou que lá é muito, mas muito comum mesmo as pessoas darem um dólar a quem não conhecem para pagar a passagem em caso de necessidade.

Tá tudo errado, sabe? Todo mundo errado... minha mãe falou que ele provavelmente teria aceitado passar meu cartão se eu oferecesse ficar com os 2 reais. Ah, vá, isso nem passou pela minha cabeça. Tudo o que contei aconteceu em menos de um minuto. Se eu estivesse pensando, poderia ter dado para ele os 30 centavos que eu tinha na bolsa... droga! Espero que ele tenha chegado bem em casa!

2 de junho de 2008

Capital Inicial - O mundo

Uma música que fala sobre juventude, sobre esquecer um pouco do que o outro pensa de você, sobre ser autêntico e aprender a ser importante para si mesmo. Enfim, uma música bacana.



Você que já esteve no céu
Foi tudo divertido prá você
Chega a hora então
De provar tudo que existe
Tire agora os sapatos
Jogue tudo pro alto
Sinta o chão
Aprender a andar descalço
Num mundo de asfalto
E sem coração
Até que o mundo gire ao seu redor...

Obrigado por passar
Mas estou de saída
Tem alguma coisa nova prá fazer
Vamos lá então
Ter um dia diferente
Eu só quero curtir
Ficar à toa, viver numa bôa
E você quer respostas
Exige provas e músicas novas
Até que o mundo gire ao seu redor...

Vão falar que você não é nada
Vão falar que você não tem casa
Vão falar que você não merece
Que anda bebendo, está perdido
E não importa o que você dissesse
Você seria desmentido
Vão falar que você usa drogas
E diz coisas sem sentido
Se eu for ligar
Por que é que vão falar
Não faço nada...

Eu procuro tentar entender
Porque eu sou
Tão importante prá você
Já que é bem melhor
Ser importante prá si mesmo
Eu não quero mudar
Ser mais discreto
Ser mais esperto
Já cansei de propostas
Dar respostas
E ter que dar certo
Até que o mundo gire ao meu redor...

6 de maio de 2008

Ética e Moral

Um dos trabalhos mais úteis que já fiz na vida. Assim foi escrever minha autobiografia moral, para a aula de Ética da faculdade. Não me atrevo a postá-la, por motivos óbvios. Mas queria dizer que todos deveriam fazer este exercício. Analisar sua moral e colocar no papel, para ver qualéqueé. É interessante e eu garanto que você vai começar a escrever e quando perceber vai ter “vomitado” sua vida inteira de um jeito que nunca achou que faria. Vale a pena!




Abaixo a montagem de fotos que fiz para minha autobio e um pedacinho publicável do texto que escrevi.

“Sou decidida. Não gosto de enrolação. Não sou paciente, não gosto de pessoas prolixas e me irrita a ignorância desnecessária. Sou prática e objetiva, vou lá e resolvo. Reclamar não é comigo, pois sei que não leva a lugar nenhum. Às vezes, com tanta praticidade acabo metendo os pés pelas mãos...”


The 20’s

Fazer 20 anos é estranho... é legal, mas é estranho. Piora quando você faz 20 anos e continua com cara de 15, o que te faz ter que responder pelo menos 50 vezes ao dia qual a sua idade e comprovar na entrada de todos os lugares. Além, é claro, de ter que agüentar as piadas das pessoas que te rodeiam e que gostariam de ter a sua idade, mas não podem.

O fato é que aniversários em geral me fazem pensar. Eu fico pensando se com 20 anos já fiz muito ou fiz pouco. Se já estou longe ou se estou atrasada! Por que não tirei carta ainda? Por que não fui estudar fora do país? Eu devia querer um carro? Aliás, deveria ganhar para ter um??? Isso quando não começo a divagar sobre o presente, bem no estilo “quem sou e onde estou? é aqui mesmo que quero ficar?”

Algo me diz que quando fizer 21 vou me fazer novamente todas estas perguntas. E quando fizer 25 então?! Já deveria ter casado? Preciso ter um filho logo? Por que não tenho um apartamento? Vixe, estas perguntas que não querem calar...

P.S.: não costumo ser saudosista, mas ando com saudade do meu trenzinho da Estrela, de quando meu pai apertava minhas bochechas cheias de ar pra fazer barulho e dos bolinhos de batata que minha mãe, sabe-se lá porque, nunca mais fez... era bom! :o)

10 de abril de 2008

Flávia, Vivendo em Coma...

Quando era menor, estudei no CONSA. Entrei lá na 5ª série. Não conheci a Flávia, mas fiquei sabendo da história dela por meus amigos que a conheceram. Um dia ela esteve lá para fazer uma visita. Uma menina realmente muito bonita.

Anos depois, agora trabalhando com novas mídias e navegando diariamente no universo dos blogs, descobri o Flávia, Vivendo em Coma..., blog da Odele, mãe da Flávia. Esta é uma página que merece uma visita, um comentário e todo boca a boca do mundo.

A descrição do blog: “Este Blog, criado em Janeiro de 2007, é dedicado à minha filha Flavia, em coma vigil há dez anos e sua luta pela vida, desde que teve seus cabelos sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio onde morávamos em Moema - São Paulo. O que aqui escrevo, é o relato verídico dos fatos desde o acidente, ocorrido em 06.01.1998, até os dias de hoje. É um alerta sobre o perigo existente em ralos de piscinas. É um protesto contra a lentidão da justiça brasileira.”

São 10 anos sem que a Justiça brasileira dê um parecer favorável à Flávia. São 10 anos lutando. 10 anos em que a família vai de advogados a médicos e de médicos a advogados. 10 anos em que a mídia brasileira, que explora violentamente casos sem nenhuma importância, negligencia o fato. 10 anos em que a Flávia assiste a tudo isso sem poder fazer nada.

31 de março de 2008

Filho de peixe...

Filho de Gonzaguinha e neto de Luiz Gonzaga, Daniel Gonzaga tem música na veia. Seu último álbum, Comportamento Geral, é inteiramente dedicado ao pai e traz "Recado", uma das músicas mais lindas, singelas e completas da história. Daquelas que falam tudo e traduzem a vida da gente em um minuto e meio de canção. Linda. Muito linda!


"Se me der um beijo eu gosto / Se me der um tapa eu brigo / Se me der um grito não calo / Se mandar calar mais eu falo"

28 de março de 2008

Para descontrair...

Havia certa vez um homem navegando com o seu balão, por um lugar desconhecido. Ele estava completamente perdido, então grande foi à surpresa quando encontrou uma pessoa... Ao reduzir um pouco a altitude do balão, em uma distância de 10m aproximadamente, ele gritou para a pessoa:

- Hei, você aí, onde eu estou?
Então o jovem respondeu:
- Você está num balão, a mais ou menos 10m de altura!
Então o homem fez outra pergunta:
- Você e estagiário, não é?
O rapaz respondeu:
- Sim, puxa! Como o senhor adivinhou?
E o homem respondeu:
- É simples, você me deu uma resposta tecnicamente correta, mas que não me serve para nada...
Então o estagiário perguntou:
- O senhor é chefe no seu trabalho, não é?
E o homem:
- Sou... Como você adivinhou?
- Simples: O senhor está completamente perdido, não sabe fazer nada e ainda quer colocar a culpa no estagiário!

20 de março de 2008

Notícias Populares - Ana Carolina

Tudo se acaba.
Olha o noticiário!
Água se acaba.
Se acaba a prece do vigário.
E eu quero ser a mendiga suja e descabelada
Dormindo na vertical.
Entender como a vida de alguém
Se acaba antes do final.

Prefiro Lou Reed do Velvet Underground.
Gosto de Silvia Plath, S.Eliot,
Emily Dickinson, Lucinda,
Délia, Manoel de Barros ficam eternos por mim.

Esqueço a crise da Argentina
Quebrando o pau com a menina no sinal
Em castelhano, ê
Eu furo os planos, ê
Eu furo o dedo, mando vê
Examinando, lanho o braço
Aperto o passo.
Não sou louca!
É...

Tomei um tiro
No vidro do meu carro
É a pobreza
Tirando o seu sarro
Foi meu dinheiro
Foi meu livro caro
Que façam bom proveito
Da grana que roubaram
Porque eu trabalho
E outro dinheiro eu vou ganhar

Tomei um táxi
O motorista, mexicano,
Veio falando sobre o onze de setembro.
Havia um homem na calçada lendo o "Código Da Vinci"
Ou lia o código da venda?

E na parada havia um peruano
Cheio de badulaques, ô
Vendendo Nike, ô
Vendendo bike, Coca Light, canivete
Aceita cheque pros breguetes.
Notícias do Iraque na TV da lanchonete.

Notícias populares
Voam pelos ares
E amanhã, meu nêgo, ninguém sabe
Se alguém recua ou se alguém invade
Se alguém tem nome ou se alguém tem fome.
Que façam bom proveito
Do pouco que restar
Se tanta gente vive
Só com o que dá pra aproveitar.
Tudo se acaba.
Olha o noticiário!

9 de março de 2008

Fugindo da Madalena

Ontem conheci uma ótima opção à lotação e ao trânsito ruim das ruas da Vila Madalena: a praça Vilaboim, em Higienópolis. Levemente chique e com restaurantes que agradam todos os gostos, a praça é uma gracinha e bem aconchegante. Tem também algumas lojas que ficam abertas até mais tarde, como a Chilli Beans.


Fomos ao Bar da Praça, que também é muito lindo e faz uma homenagem aos mais famosos parques e praças de São Paulo. Tomei uma caipisaquê (nome feio, né?!) de melancia com gengibre e hortelã. Tava uma delícia!

Fica a dica para quem gosta de programas mais tranquilos e de conhecer lugares novos. E para quem é fã do The Fifties, Piola, Si Señor, Pizza Bros ou Hi Sushi, vale conhecer mais um endereço bacana.

27 de fevereiro de 2008

Vergonha na cara mandou lembranças


É impressionante como disfarçar não se faz mais necessário. E a imparcialidade da Veja (se é que algum dia existiu alguma) foi pro ralo de uma vez por todas. A capa da revista desta semana impõe uma opinião - algo que um veículo de imprensa não deveria fazer nunca - e ignora a parcela de leitores que não considera que Fidel “já vai tarde”.

E que fique claro que nesta discussão não importa o que achamos de Fidel Castro. O que está em jogo é a credibilidade da revista mais lida do País. Aliás, é mais que isso. É a credibilidade da imprensa como um todo.

Veja, célebre por suas capas engraçadinhas e cheias de piadas com duplo sentido (alguém se lembra do outdoor da época da eleição do Lula? Dizia: Gostou da capa? Foi você que escolheu), enfiou o pé na jaca desta vez. A indispensável (segundo ela mesma) torna-se cada vez mais dispensável para mim. Deus abençoe a nova geração de jornalistas e, principalmente, executivos de mídia.

24 de fevereiro de 2008

Thais

Thais: Grego, aquela que deve ser contemplada. Jamais deixa transparecer suas fraquezas. Prefere encarar os problemas sozinha a ter de partilhar sua dor. Costuma ter boas idéias, a maioria audaciosa. Suas reservas de emergência não a deixam na mão.

Adoro esta definição do meu nome, que é uma linda definição para mim mesma. Mas preciso perguntar: onde raios estão as minhas reservas de emergência???

19 de fevereiro de 2008

Pára o mundo que eu quero descer!

Hoje, um fato trágico deu início a uma constatação: os jovens, nascidos nas décadas de 70 e 80, se ferraram. No sentido figurado, é claro.

Há pouco tempo, li em algum lugar (se eu lembrasse onde, juro que daria o crédito) que as pessoas posicionam tanto os jovens como “o futuro do País”, que simplesmente esquecem que eles - enfim, nós - também tem o hoje para viver. Esquecem também que o nosso hoje não tá fácil!

Desde pequena ouço meu pai dizer que a vida da nossa geração seria mais difícil que a dele. Não que para eles tenha sido fácil. Mas tente seguir o meu raciocínio: hoje uma criança nasce e com menos de 5 anos já tem em sua frente um computador, o qual ela deve dominar completamente. Aí ela é trancafiada em um curso de inglês, uma das 2 línguas que ela basicamente deve falar para ser considerada alguém. Então, estuda durante 16 anos e no último ano se transforma em um ser esquizofrênico, tentando entrar em uma universidade pública (mesmo que tenha condições de pagar uma particular tão boa quanto).

Soma-se a isto tudo a dificuldade de escolher uma profissão, uma vez que 80% dos mercados estão saturados. E então, é preciso apelar para todos os santos, a fim de encontrar um dos raros bons empregos que estão disponíveis. Nem vou comentar a dificuldade de manter o trabalho e todas as pós, os mestrados, doutorados e MBAs que devemos fazer para ser um profissional diferenciado. Em paralelo a isto tudo, está a obrigação que temos de nos manter informados, lidar com o fluxo de informação absurdamente gigante que chega através de tantos canais que nem consigo enumerar, filtrando e definindo o que é relevante.

Deu pra perceber que, neste exato momento, ser o futuro do País não dá pra ser prioridade? Então, pára de jogar o seu problema nas nossas costas e cuida do seu presente que a gente cuida do nosso!

PS: eu juro que os próximos posts serão mais otimistas! =o)

14 de fevereiro de 2008

É isso. Sem mais.

"O pai mais forte do Mundo [Da Sports Illustrated, Por Rick Reilly] Oitenta e cinco vezes ele empurrou seu filho especial, Rick, por 26,2 milhas nas maratonas. Oito vezes ele não só o empurrou nas 26,2 milhas numa cadeira de rodas, mas também o puxou por 2,4 milhas num bote enquanto nadava e andaram de bicicleta por 112 milhas, ele em um assento no guidon -- tudo no mesmo dia."

A verdadeira eficiência


Como vocês puderam perceber na descrição deste blog, eu sou uma estagiária/estudante de Relações Públicas. Ou uma estudante/estagiária, como melhor lhe convier. A ordem que melhor me convém... não vem ao caso, rs.

O caso é que férias são formas cruéis de tortura. Realmente desumanas. Você passa 2 meses se considerando uma pessoa normal. Acorda de manhã, disposto, pois foi dormir num horário decente ou teve uma noite agradável e o sono foi dispensável. Aí você vai para o trabalho, feliz, passa o dia e quem diria: vai para a sua casa! E aí você se sente tão igual a todas as outras pessoas no ponto do ônibus! E talvez você vá até para a academia! Isso sim seria a glória!

Nas últimas semanas de férias você já está se achando a última bolacha do pacote de Trakinas: consegue trabalhar, fazer academia, arrumar os armários, rever os amigos e ainda te sobra tempo para ir num happy hour com o pessoal do trabalho! Quanta eficiência, não?!

Mas a realidade vem te puxando pelo pé... e você vai para o décimo sétimo primeiro dia de aula da sua vida e fica um caco, como eu estou hoje. E acha que não dá conta de levar mais um ano de turno dobrado. Mas você para e pensa. E lembra que eficiência mesmo é:

* acordar cedo e sair para o trabalho - atrasado - sem tomar café

* trabalhar o dia inteiro e sair para a faculdade - atrasado - em um ônibus lotado que anda por vias engarrafadas

* aceitar que sentir sono é coisa de perdedores, afinal, dormir é luxo

* conviver com 15 "chefes" achando que são únicos na sua vida... afinal, evidentemente Filosofia é mais importante que Sociologia

* aceitar que finais de semana, feriados e tempos livres de todos os gêneros (inclua aqui os pseudo horários de almoço) foram feitos para você trabalhar... sejá lá quem for o "chefe" que pediu o trabalho

* fazer tudo isso rindo e ainda manter todos os seus amigos gostando de você

* se virar com a pouca grana que tem e ainda se divertir 5 vezes mais que as pessoas que ganham 5 vezes mais que você!

Este post é em homenagem à classe universitária e estagiária, cuja massa faz parte da célebre comunidade do Orkut "A gente se fo** mas se diverte!" =o)

11 de fevereiro de 2008

Hipocrisia

Vejam como é a hipocrisia do ser humano. Enquanto a cidade fica mais "limpa", o segmento de mídia exterior sofreu prejuízos da ordem de R$ 220 milhões, somente na capital de São Paulo, e ameaçou a extinção de mais de 2 mil postos de trabalho, segundo a Abigraf. Mesmo assim, o prefeito Gilberto Kassab espalha suas "poeirinhas" em pleno ano eleitoral.

Faixa que o vereador Antônio Goulart (PMDB) colocou durante inauguração que contou com a participação do prefeito Gilberto Kassab, na rua Nicolas Lacuna, zona sul de SP, desrespeita a Lei Cidade Limpa. (clique na imagem para ampliar)

10 de fevereiro de 2008

Hermanoteu na Terra de Godah

Para rir um pouco: o grupo teatral Melhores do Mundo está em cartaz com o Festival de Comédia no Citibank Hall, em São Paulo. A primeira das cinco peças do festival é a engraçadíssima Hermanoteu na Terra de Godah. Conheci o grupo por meio de um vídeo do YouTube – que achei hilário – e quando descobri que estariam aqui perto resolvi assistir. Foi super legal e eu recomendo para quem quiser descontrair. Aliás, “a título de informação”, fazem parte do Melhores do Mundo a Adriane Nunes e o Welder Rodrigues, a Jajá e o Jujú do Zorra Total. E sim, a voz dela é exatamente como na TV!


5 de fevereiro de 2008

Carnaval, a festa do povo

Hoje, lendo algumas notícias sobre as escolas de samba em portais como o UOL, me deparei com muitos comentários criticando a importância exacerbada que o brasileiro dá à chamada “festa profana”. São afirmações do tipo: “pensem que temos que trabalhar 4 meses do ano para pagar impostos”, ou “o País só começa a funcionar após o Carnaval”, ou ainda “enquanto isso os governantes escondem o roubo com os cartões corporativos”.

Este ano o meu Carnaval foi bem diferente. Fiz coisas que nunca havia feito, como desfilar em uma escola de samba, por exemplo. Pude ver de perto e sentir a emoção dos bastidores da festa, que não é nem de perto o que você sente pela televisão. Colocando tudo em uma balança, não acredito que o Carnaval possa ser responsabilizado pelo péssimo andamento do País. Nem acho que os brasileiros que se permitem parar durante 4 dias para celebrar a alegria e a felicidade tenham de ser culpados pelos problemas que enfrentamos com nossos impostos. Qual a grande diferença entre parar durante 4 dias para celebrar a Páscoa? É um feriado como outro qualquer, que aproveitamos para viajar, descansar, comer, beber e nos divertir. Religioso ou não, o feriado é o mesmo.

O caso é que o Carnaval faz parte da cultura do Brasil e é um dos poucos momentos durante o ano em que o povo se alegra de verdade. É algo bonito, que confere ao Brasil uma boa imagem no exterior e atrai turistas. Evidente que gostaríamos de ser reconhecidos por uma economia forte, uma política decente e outras coisas mais “sérias”. Mesmo assim, na minha humilde opinião, ser reconhecido pelo Carnaval é melhor que nada.

Os profissionais do Carnaval trabalham muito, mas muito mesmo, durante o ano inteiro, para colocar na rua (seja os sambódromos, ou o circuito dos trios elétricos, blocos de rua e outros) um espetáculo fascinante. E merecem meu respeito, pois muitas vezes fazem isso em paralelo com suas vidas pessoais e profissionais. Tudo isso para garantir os melhores 4 dias do ano e um período de diversão em que podemos esquecer a tristeza e os problemas que temos, e continuaremos tendo, com nossos impostos altos e nossos governantes bolhas.

É realmente lindo assistir de perto a união, principalmente das comunidades das escolas de samba, a preocupação com os detalhes, o suor e as lágrimas de todos. O Carnaval é sim o espetáculo mais bonito da Terra e é realmente uma pena que algumas pessoas não consigam entendê-lo como uma das poucas coisas que nos permitem bater no peito e dizer “eu tenho orgulho de ser brasileiro!”.

30 de janeiro de 2008

Destination Calabria

Nunca gostei muito de videoclipes e também não sou cria da MTV. Mesmo assim, alguns chamam bastante a minha atenção, como é o caso deste aqui. O clipe da música Destination Calabria (Alex Gaudino feat Crystal Waters) é muito bem produzido e visualmente lindo. A música também é ótima. E se você é um machista de plantão, faça um esforço e tente enxergar além da bunda das moças. Se não conseguir, procure um médico.


28 de janeiro de 2008

Novo viral da Dove

O novo vídeo da Dove, que promete se espalhar por todo o mundo, é mais uma bofetada na cara dos seguidores convictos da indústria mundial da beleza e um carinho na face dos milhões de mulheres que constituem o clube “Eu não posso ser capa de revista”. Os últimos vídeos da marca tiveram apelo educativo e racional. Este, por sua vez, é mais emocional e utiliza uma única palavra para transmitir o sentimento de cada uma de nós mulheres: nossos defeitos são grandesssss e muitosssss. O que acontece é que o espelho que temos em casa devia ser menos cruel e nossas mentes deveriam abrir um pouco a guarda. Precisamos enxergar que nossas qualidades (e sim, nosso cérebro conta mais que tudo) são MUITO maiores que nossos defeitos e nós sabemos disso. Por isso, devemos começar a reconhecer que existem muitas pessoas em nossas vidas que nos admiram por estas características positivas e deixar na gaveta a mania horrenda de sair por aí depreciando nossos próprios corpos e cabelos. Ou você acha mesmo que se não tivesse dito que a cabeleireira errou no cor da sua tintura, o seu namorado teria reparado?!

O vídeo é uma dica do Brainstorm #9 e o texto diz “Amy pode dizer 12 coisas erradas em sua aparência. Ele não pode dizer uma”


24 de janeiro de 2008

Vida, estou de volta!

Quando menor eu tinha um blog. Ele tinha uma cara muito bacana (era rosa, claro) e era bastante visitado. Mas eu não contava as visitas, não tava nem aí para quantos comentários deixavam e pela teor do seu conteúdo. Falava sobre qualquer coisa, para qualquer pessoa que estivesse a fim de compartilhar os meus devaneios.

Hoje, trabalho com Novas Mídias e na era da web 2.0 conheço a importância de escrever coisas que façam sentido, ter leitores interessados que deixem comentários e voltem sempre. A vontade de voltar a ter um blog nasceu sei lá de onde. Talvez a correria da vida tenha me impedido de organizar bem as idéias e a falta de tempo tenha me feito bloquear os pensamentos não-corporativos ou não-educativos.

Este blog não tem um tema específico e eu sou só uma estudante e estagiária de RP, afim de falar sobre tudo e de mandar às favas as vírgulas e a coesão textual. O nome do blog é uma referência à ambiguidade que tudo possui: o lado charmoso e bonito, como uma mulher em um salto alto e o lado dolorido, que só um bico fino pode trazer. Continuarei escrevendo sobre qualquer coisa, para quem quiser ler. Fim de FERPP na faculdade e do período de transição no trabalho. Vida, estou de volta!