19 de janeiro de 2009
O lado bom do bicho-papão
Acabei de ler um artigo no UOL, reproduzido do The New York Times, que comenta a grande mudança moral, cultural e a inversão de valores que a crise está trazendo à França. Os problemas financeiros que afetaram o setor de luxo no país estão levando os franceses a reencontrar as pequenas alegrias de uma vida mais simples e menos ostensiva. A população de lá, mesmo que não seja inteiramente rica, está acostumada a lidar com o luxo em seu dia-a-dia. É uma questão cultural. Eu, como sempre, sou a favor do equilíbrio. Bendito seja quem inventou o meio termo. Acho que quem trabalha muito para ganhar seu dinheiro deve, sim, ter direito a alguns privilégios e conforto. Afinal de contas, por mais problemas que o mundo enfrente, não posso me envergonhar de ter tido a sorte de estudar, me formar, conseguir um bom emprego... No entanto, sabemos que o planeta está excessivamente desigual e ficar por aí exibindo jóias, carros e roupas de milhões de reais, dólares ou euros não está com nada. É, no mínimo, ridículo. O equilíbrio está em dar mais valor às pequenas coisas e, principalmente, às pessoas. Ficar de moletom, em casa, com a família pode e deve ser mais bacana do que gastar dinheiro no shopping. Além disso, ajudar também é a palavra de ordem. Mais do que fazer doações - de dinheiro, roupas, brinquedos ou o que for - arregaçar as mangas e fazer algo que realmente signifique uma mudança, mesmo que mínima. É legal olhar para os dois lados da crise e ver que, no fim, sempre existe uma herança positiva. Recomendo o artigo: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2009/01/19/ult574u9087.jhtm
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