21 de março de 2011

Adeus. Adiós. Au revoir. Addio. Goodbye.

Tenho pensado muito no fato de ter que dizer adeus a coisas, pessoas, momentos e lugares. Isso porque estou me despedindo desta fase excelente que vivi em San Diego. Mas cheguei à conclusão de que estamos sempre dizendo adeus e isso não é necessariamente ruim.

Crescemos cercados de amigos, na escola, na faculdade, na vizinhança. Com quantos deles você tem contato frequente? Quantos abraços de adeus, mesmo que sem intenção, você deu naquela formatura? No fundo, aliás, acho que esse é um dos motivos pelos quais choramos tanto em formaturas.

Em busca de realização profissional, também abrimos mão de muita coisa. Às vezes vamos estudar longe, deixando para trás família, amigos e amores. Às vezes deixamos de lado salários maiores para manter o equilíbrio. E, na maioria das vezes, abrimos mão do equilíbrio em prol de salários maiores.

No fim, a vida é feita de decisões e para dar lugar a novas experiências é preciso praticar o desapego. Nunca sabemos o que nos espera ao virarmos a próxima esquina e o medo de tentar pode nos afastar da felicidade. Enquanto estivermos vivos deveríamos sempre assumir riscos com a mente aberta de quem pode voltar atrás se preciso for. Fato é que as experiências sempre trarão aprendizado e aquelas mesmas coisas, pessoas, momentos e lugares para quem você disse adeus estarão sempre com você.

Acredito que nenhum adeus seja definitivo. Desde que os sentimentos sejam verdadeiros, você sempre terá para onde voltar.

8 de março de 2011

Grande Rio, tem que respeitar

Dez e meia da noite e chove em San Diego como chove no Rio de Janeiro. O desfile da Grande Rio acabou de terminar e poucas vezes fiquei tão emocionada durante o Carnaval como hoje. A Grande Rio superou um incêndio que levou 90% dos carros e fantasias da escola e em 23 dias colocou um desfile lindo na avenida. Ouvi algumas vezes a palavra milagre, mas me desculpem os religiosos, milagre não faz Carnaval. O que faz Carnaval é a união de uma comunidade, é a vontade, a garra e a superação.

Fora do Brasil, é muito difícil explicar do que realmente se trata o Carnaval. Existe a tendência de pensar que são apenas alguns dias em que todos nós queremos encher a cara e andar nus. Mas como explicar a cultura, a emoção, a entrega? Como explicar o amor e a admiração? A superação da Grande Rio (e também da Portela e da União da Ilha) ficará marcada pra sempre na história do Carnaval brasileiro. Tem que respeitar. Eles fizeram bonito e com dignidade. Não teve fogo e nem água. Em 2012, segurem a Sapucaí, porque tenho certeza que a Grande Rio vem pra arrebentar.

Atualização: A MÚSICA VENCEU! Um registro da vitória da Vai-Vai, campeã do Carnaval 2011, que levou pra avenida a história do maestro João Carlos Martins.