25 de maio de 2011

Estágios da volta pra casa

E aí você chega ao país que deveria ser familiar e se sente um peixe fora d’água. Tudo o que você achava comum por ser essencialmente brasileiro começa a ser irritante: excesso de gente, trânsito, barulho, lixo na rua... Depois de um tempo, porém, você volta a enxergar as coisas boas e o piripaque passa. Não há nada como ter amigos e amores perto de você e se pra isso você tiver que catar uns papeis de bala na rua, assim será.

Começa então a segunda fase: onde você estava com a cabeça quando pediu demissão para brincar de estudar e agora voltar uma pessoa desempregada? Mais um pouco de piripaque e você se lembra dos amigos maravilhosos, das trocas de experiências, do seu inglês super-mega-blaster, do curso bacanudo e do estágio incrível. Ufa, passou!

O terceiro estágio entra em cena: a busca desesperada pelo emprego ideal, aquele que vai trazer o retorno do seu investimento, aquele onde você vai crescer e que atende a listinha de exigências que você montou durante as férias o curso. Mas aí vem a vida real – essa que ninguém gosta, mas que insiste em aparecer – e coloca seus pés no chão.

Essa é a fase em que me encontro agora. Busco um novo emprego, um que me faça feliz e que vá de encontro a pelo menos parte da minha listinha. Aguardo ansiosamente a ansiedade ansiosa do primeiro dia de trabalho, onde tudo é desconhecido e os desafios são enormes. Mas enquanto isso não acontece, fico por aqui sonhando com o meu emprego perfeito. Afinal, sonhar é de graça e, por isso mesmo, não custa nada!

aguarde cenas do próximo capítulo...