E aí você chega ao país que deveria ser familiar e se sente um peixe fora d’água. Tudo o que você achava comum por ser essencialmente brasileiro começa a ser irritante: excesso de gente, trânsito, barulho, lixo na rua... Depois de um tempo, porém, você volta a enxergar as coisas boas e o piripaque passa. Não há nada como ter amigos e amores perto de você e se pra isso você tiver que catar uns papeis de bala na rua, assim será.
Começa então a segunda fase: onde você estava com a cabeça quando pediu demissão para brincar de estudar e agora voltar uma pessoa desempregada? Mais um pouco de piripaque e você se lembra dos amigos maravilhosos, das trocas de experiências, do seu inglês super-mega-blaster, do curso bacanudo e do estágio incrível. Ufa, passou!
O terceiro estágio entra em cena: a busca desesperada pelo emprego ideal, aquele que vai trazer o retorno do seu investimento, aquele onde você vai crescer e que atende a listinha de exigências que você montou durante as férias o curso. Mas aí vem a vida real – essa que ninguém gosta, mas que insiste em aparecer – e coloca seus pés no chão.
Essa é a fase em que me encontro agora. Busco um novo emprego, um que me faça feliz e que vá de encontro a pelo menos parte da minha listinha. Aguardo ansiosamente a ansiedade ansiosa do primeiro dia de trabalho, onde tudo é desconhecido e os desafios são enormes. Mas enquanto isso não acontece, fico por aqui sonhando com o meu emprego perfeito. Afinal, sonhar é de graça e, por isso mesmo, não custa nada!
aguarde cenas do próximo capítulo...

Um comentário:
Cada escolha, uma renuncia. E isso nos acompanhou, acompanha e acompanhara a vida toda. Infelizmente nunca podemos ter tudo, ali, ao mesmo tempo, sem ter que fazer escolhas, sem ter que priorizar. Concordo com voce quando falou sobre nao andar pra frente com medo do que esta deixando para tras. Sempre podemos voltar para o que ja conquistamos. O que precisamo agora e ir atras do novo!
Vou visita-la mais vezes, adorei os textos! Beijos!
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