25 de fevereiro de 2011

Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar

Não é que eu entenda de política e tenha alguma competência pra falar sobre isso. Eu tento acompanhar, mas por vários motivos essa não é uma prioridade. Um deles, com certeza, é o fato de que acompanhar a política te faz mais descrente. Te faz perder a fé na vida, nas pessoas, no futuro. Te faz perceber que você, as pessoas e os lugares que você ama estão nas mãos de pessoas que não se importam nem com a própria mãe.

Tudo isso é pra falar que eu venho acompanhando aqui de longe a novela do salário mínimo. Governo e oposição montaram um circo e brigam por quinze reais. QUINZE REAIS. Felizmente, meus pais batalharam muito, muito, muito, pra que eu não precisasse me preocupar com uma diferença de quinze reais no salário mínimo. Mas felizmente eles também me educaram para me importar. Então, agora nessa briga ridícula por um salário que não garante as necessidades básicas da população, apareceu o primeiro sinal do que parece ser o caminho que trilharemos no Brasil de Dilma Rousseff. A presidenta decidiu que até 2015 o salário mínimo será definido por decreto. Decreto que parece ser constitucional, mas que coloca em xeque a existência do Senado.

Pra mim, essa briga é pela honra. É uma briga pelo respeito, pela decência, pela dignidade com que devem ser tratadas as pessoas que colocaram o Brasil na posição que ele ocupa hoje dentro da economia mundial. Porque, convenhamos, 15 reais não vão comprar a casa própria, não vão pagar o atendimento médico de qualidade, não vão melhorar o valor nutritivo das refeições e não vão colocar as crianças na escola particular.

E como faz pra não perder a fé nas pessoas? No meu caso, tatuei a fé no corpo, pra ter certeza de que ela estará sempre comigo. Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar. Já diria Gil.

Um comentário:

HablandoMás disse...

Me identifiquei bastante com seu texto Tha! Como é difícil acreditar, ter fé é um exercício diário e se importar com os 15 reais do salário mísero faz parte, porque é no "descaso" ignorante dos cidadãos que os porcolíticos fazem a festa.

Cidão