27 de fevereiro de 2008

Vergonha na cara mandou lembranças


É impressionante como disfarçar não se faz mais necessário. E a imparcialidade da Veja (se é que algum dia existiu alguma) foi pro ralo de uma vez por todas. A capa da revista desta semana impõe uma opinião - algo que um veículo de imprensa não deveria fazer nunca - e ignora a parcela de leitores que não considera que Fidel “já vai tarde”.

E que fique claro que nesta discussão não importa o que achamos de Fidel Castro. O que está em jogo é a credibilidade da revista mais lida do País. Aliás, é mais que isso. É a credibilidade da imprensa como um todo.

Veja, célebre por suas capas engraçadinhas e cheias de piadas com duplo sentido (alguém se lembra do outdoor da época da eleição do Lula? Dizia: Gostou da capa? Foi você que escolheu), enfiou o pé na jaca desta vez. A indispensável (segundo ela mesma) torna-se cada vez mais dispensável para mim. Deus abençoe a nova geração de jornalistas e, principalmente, executivos de mídia.

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